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Soltando
um assobio forte, chega o primeiro macho.
Convida os parceiros para as danças de noivado com mais
e mais assobios.
Aparece o primeiro parceiro voando muito depressa...
depois outro e mais outro...
Empoleiram-se todos juntos num galho meio inclinado.
Na parte mais alta, fica a fêmea.
Os machos dançarinos põem a cabeça para frente
e começam a sapatear, sacudindo muito o corpo.
Cantam seu hino sério, grosso, que vai mudando de jeito
até lembrar um concerto de sapos ouvido de longe.
Os "bonés" vermelhos dos dançarinos vão de lá para cá, enquanto
a fêmea permanece imóvel...
quieta, parada, como uma estátua.
De repente, o macho que está na ponta da fila, na parte
mais baixa do galho,
levanta as asas e dá uma voadinha rápida e curta para cima.
Depois, esvoaça diante dos outros e solta um assobio forte.
Os colegas, que não pararam de sapatear, vão se deslocando
para a parte mais baixa do galho,
até que o companheiro consiga um lugar junto à fêmea.
O voador aproveita a vaga aberta para ele
e se instala no seu canto de galho.
Quem vai fazer o papel de voador agora
é o dançarino que ficou na ponta de baixo da fila.
Então recomeça tudo, uma vez... duas vezes...
uma porção de vezes...
Casamento de Tangará vem aí...
O
Tangará canta, representa, dança e oferece um espetáculo
de cores.
Ele personaliza a integração entre
Música, Artes Cênicas, Desenho e Artes Plásticas.
A GALERIA TANGARÁ homenageia esse artista da Natureza
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